Evandro Teixeira assina fotografias para mostra durante palestra

Evandro Teixeira já desembarcou em Goiânia!

 

Antes de iniciar sua palestra no Sesc Centro, às 20h, o fotojornalista visitou
a sede da WA Imagem e assinou diversos de seus trabalhos impressos pela empresa.
As fotografias estarão expostas para venda durante a palestra. Não percam!

 


 

PALESTRA COM EVANDRO TEIXEIRA
Gratuito

Dia: 17 de outubro (sexta-feira)

Horário: 20h

Local: SESC Centro

Vagas: Sujeito à disponibilidade do local

 


É amanhã! Evandro Teixeira vem a Goiânia para participar do Projeto F/5

 

 

É amanhã!

O fotojornalista Evandro Teixeira já está preparado para sua participação no Projeto
F/5! E você, já se programou?

 

Na sexta-feira, dia 17 de outubro, Evandro irá conversar com o público sobre fotojornalismo
e a relevância histórica da fotografia como ferramenta de registro, além de expor
e comentar seus trabalhos mais relevantes. O encontro será no Sesc Centro, ás 20h,
onde o público presente também encontrará uma pequena mostra de fotografias
do artista, impressas em fine-art pela WA Imagem, que estarão disponíveis para
venda.

 

Já no final de semana, dias 18 e 19 de outubro, a sede da WA Imagem irá receber
20 alunos que se inscreveram no workshop ” A fotografia na construção da história”.
Os participantes irão mostrar seus trabalhos e terão a oportunidade de sair pelas
ruas para registrar, junto com Evandro, a cidade de Goiânia.

 

Lembramos que todos as atividades são gratuitas. Não deixam de comparecer
e se inscreverem para as próximas oficinas!

 

 

Marcelo Greco dá início ao ciclo de palestras e workshops da 2ª edição do Projeto F/5

Nos dias 26 a 28 de
setembro, Goiânia recebeu um dos maiores nomes da fotografia nacional para dar
início ao ciclo de palestras e workshops da 2ª edição do projeto F/5, realizado pela WA
imagem. O fotógrafo Marcelo Greco foi o responsável por esse encontro e falou
com fotógrafos, cineastas, artistas visuais e todos os interessados em saber
mais sobre produção autoral fotográfica.


Fotógrafo Marcelo Greco


Sesc Centro abrigou
a palestra do dia 26 de setembro, onde cerca de 60 pessoas reuniram-se  para conhecer o trabalho do fotógrafo,
entender suas referências, debater o que é  criação autoral e como o artista, através de
seu próprio método criativo, pode buscar o caminho para desenvolver uma
produção crítica e que reflita sua identidade. “Meus trabalhos não são uma
documentação ou registros de experiências vividas, mas sim uma busca em tentar
registrar a experiência que aquela situação me provocou e como ela modificou
meu olhar no mundo”, conta Marcelo sobre seu trabalho.

Já nos dias 27 e 28 de
setembro, Marcelo realizou um workshop para cerca de 20 pessoas, na sede da WA
Imagem.  Nos dois dias de cursos, os
alunos foram apresentados aos trabalhos de novos fotógrafos contemporâneos,
como Daido Moriyama, Masahisa Fukase, Sanne Sannes e outros. A análise das
fotografias abriu espaço para a discussão do portfólio dos alunos, onde Marcelo
conversou individualmente sobre cada projeto e seus aspectos autorais.

 

Marcelo Greco analisa portfólio dos alunos, durante workshop na WA Imagem



Para Silvinha Biu, fotógrafa e participante do workshop que teve seu portfólio analisado, o
encontro com Marcelo trouxe diversas provocações e reverberações positivas.  “O que aprendi no papo com ele é que o
fotógrafo autoral precisa se distanciar de suas emoções para conseguir
trabalhar no material. Marcelo insistiu em dizer que precisamos fotografar com
a barriga (nosso centro), e trabalhar com a cabeça. Ou seja, fotografar com as
tripas, a essência, o âmago e editar com a razão, a consciência. E, para mim,
isso faz todo o sentido!”, conta Silvia, que no dia seguinte aos encontros, influenciada
pelas incitações do curso, realizou duas novas imagens que incluem seu projeto
autoral. “Estou muito grata e gostaria muito de mostrar essas imagens a ele”,
disse a aluna.



Fotografia autoral realizada pela aluna Silvinha Biu, um dia após o workshop.



(Texto por Michely Ascari)



Curso Clicio Barroso WA Imagem

 Workshop “Fluxo Digital e Pré Impressão para Fotógrafos” na WA Imagem – Fotografia e produção cultural realizando de prints FineArt!
Agradecemos a presença de todos os participantes e também a ilustre presença do fotógrafo Clicio Barroso.

Turma que concluiu o Workshop “Fluxo Digital e Pré-Impressão para Fotógrafos” com Clicio Barroso

Prints FineArt fazem sucesso revelando toda a qualidade dos fotógrafos.

Encerramento da primeira edição do projeto f/5

Ao longo de três meses, fotógrafos de diversos cantos do Brasil vieram para Goiânia e realizaram uma intensa e verdadeira troca de experiências com o público local através do Projeto F/5 – Workshops de Fotografia Contemporânea, promovido pela WA Imagem – Fotografia e Produção Cultural.

Com o apoio da Lei Goyazes de Incentivo à Cultura, a primeira edição do Projeto F/5 trabalhou, de forma dinâmica, temas relacionados à fotografia contemporânea, contribuindo na orientação, atualização, formação profissional e artística dos participantes.

Foram ao todo cinco palestras e workshops entre março e junho de 2014,  com renomados fotógrafos brasileiros: Cláudio Edinger, Valdemir Cunha, João Ripper , Lucille Kanzawa e Paula Sampaio. Todos, de alguma forma, falaram sobre a fotografia sob diferentes olhares: o trabalho autoral e a produção de livros fotográficos, a construção de imagens e projetos fotográficos, a fotografia documental humanista, a poética e a indentidade na fotografia autoral e também a fotografia como linguagem mediadora de encontros, foram alguns dos temas abordados durante o eventos.

A primeira edição do Projeto F5 foi um sucesso de público. Ao todo, foram inscritas 480 pessoas para participarem dos workshops, sendo 100 selecionadas. Já em relação às palestras, aproximadamente 650 participantes tiveram o contato com os cinco fotógrafos que vieram à Goiânia.
Agradecemos a todos que os que participaram e que de alguma forma contribuíram!


Em breve mais novidades!

Desbravadora visual: Paula Sampaio

A mineira Paula Sampaio promoveu palestra e workshop sobre seu trabalho autoral realizado nas rodovias Belém–Brasília e Transamazônica nos últimos 20 anos.

Para encerrar a primeira edição do circuito de palestras e workshops, a fotógrafa mineira Paula Sampaio realizou uma palestra gratuita no dia 06 de junho no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás – CCUFG. Além disso, nos dias 07 e 08 – sábado e domingo, ela concluiu o roteiro de workshops propostos pelo projeto f/5.

Paula Sampaio promoveu um relato de suas experiências, com um resumo de projetos e ensaios realizados na Amazônia. Desde 1990, a fotógrafa realiza projetos e ensaios de fotografia sobre as migrações nessa região, a partir do cotidiano das comunidades que vivem às margens das grandes estradas abertas. “É na rota das longas e trágicas estradas que surgem os encontros. No início, as rodovias Transamazônica e Belém Brasília foram o itinerário principal, um motivo para a partida. Com o tempo, os incidentes e o acaso provocaram desvios sem fim. Inocentes paragens, novos caminhos e muitos retornos que estão marcados nesse mapa de lembranças e esquecimentos.”

Formada em Comunicação Social(UFPA), especialista em Semiótica (PUC/MG), optou pelo fotojornalismo. Seus trabalhos já foram premiados pela Funarte/RJ; Fundação Vitae, Prêmio Porto Seguro Brasil Fotografia/SP; Mother Jones Fund for DocumentaryPhotography /EUA; FRM, Fundação Ipiranga.Além disso, recebeu distinções do IPHAN,HumanityPhotoAward/China, Instituto Marc Chagall , FINEP, entre outros. Possui obras nas coleções do MAM/SP, MASP/PIRELLI, MACRS, Fundação Biblioteca Nacional /RJ, Enciclopédia Itaú Cultural, Joaquim Paiva, FundaciónComillas e ProDocumentales /Espanha, FiftyCrows/EUA, TAFOS/Peru.

Durante o workshop, Paula utilizou exercícios lúdicos de autoconhecimento e envolvimento com o outro, tendo a fotografia como linguagem mediadora. O que ela quis, na verdade, foi provocar os participantes a pensarem a fotografia e seus processos/aplicações e nas possibilidades e desafios das chamadas ‘escolhas fotográficas’.

O encontro deu muito que falar. Para Girlaydy Costa, que participou do workshop, a aula foi de total importância para se conhecer a fotografia através de um olhar tão sincero. “Foi um prazer conhecer as rotas de Paula Sampaio. Um verdadeiro encanto.” É o mesmo que reitera a também aluna do curso, Ariadna de Oliveira. “Esse fim de semana foi incrível. Aprendi tanto, reforcei sentimentos que já tinha em relação a fotografia e tantos outros foram despertados. Lindo o trabalho dessa fotógrafa que generosamente dividiu conosco um pouco de seu conhecimento e experiência.”


Reflexos fotográficos de Lucille Kanzawa



Convergências afetivas, fotografia e memória. Reminiscências de uma vida familiar, de uma sociedade em particular e da relação entre diferentes linguagens. Com o tema sobre a poética e identidade na fotografia autoral, a fotógrafa paulista Lucille Kanzawa realizou no dia 29 de maio uma palestra especial na Faculdade Cambury e, no dia 31 de maio e 1 de junho ela promoveu um workshop na WA Imagem. 

Com diversos prêmios em seu currículo, a exemplo do Prêmio Sesc de Fotografia e Marc Ferrez, durante o encontro, Lucille buscou estabelecer uma perspectiva dialógica, levando os participantes a identificarem e compreenderem como o cinema, a literatura e as artes visuais influenciam o olhar fotográfico. Os alunos puderam levar trabalhos pessoais para seleção e análise, como forma de se promover uma troca de experiências. 


A autora, que se apega fortemente a sua ancestralidade, também viajou o mundo, por cerca de 50 Países, nos muitos anos em que voava como comissária. Neta de japoneses, seus avós paternos eram de Negano e, os maternos, de Fukushima, no Japão. Paulista de Mirandópolis, Lucille frequentou o Grupo Luminous de Fotografia e apresentou suas obras em importantes exposições. 


A paulista também recebeu vários prêmios e a menção honrosa do I Concurso Riguardare de Fotografia Um olhar atento sobre São Paulo e foi selecionada para participar do projeto Povos de São Paulo. Durante o workshop, a fotógrafa deu dicas de como desenvolver um projeto pessoal e mostrou formas de se apresentar trabalhos em editais, concursos, galerias e museus. 


De acordo com ela, a palestra e os workshops serviam para promover o diálogo entre diferentes profissionais ligados à imagem. Lucille ainda apresentou o seu trabalho e relatou suas experiências com exposições. Os alunos foram introduzidos à composição poética com base na emoção, sensibilidade e envolvimento com o assunto fotografado. 

“Acredito que sempre é possível amadurecer o olhar. Tudo que leio, que assisto ou vejo reflete no meu trabalho enquanto fotógrafo. Como vim do mundo da literatura, muitos críticos dizem que minhas fotos são poesias em forma de imagem. Literatura é feita de imagens, e as imagens que criamos, ao ler, acabam me forçando a fotografar”, reitera a artista. 

Quem participou do encontro pôde conferir um pouco do trabalho de Lucille. De acordo com Maíra Zenum, que participou do workshop, são projetos como o F5 que colaboram para se criar mais pensadores da fotografia. “As cidades precisam ter espaços como este em que possamos pensar a fotografia de forma mais dinâmica, aliado a fotógrafos experientes e que realizam essa troca de experiências”, conta. 

Para a estudante de fotografia Elisa Assis, as palavras de Lucille fizeram ela viajar para todo o universo que a fotógrafa conta através das imagens. “Foi fantástico que Lucille falou para nós. Me fez ter mais vontade ainda de viajar por esse universo. Quanto mais aprendo sobre essa arte, mais vejo coisas pra aprender!”, exclama. 

Já para a outra estudante de fotografia, Halanda Andretto, o contato com a fotografia de Lucille foi fundamental para o seu trabalho autoral. De acordo com ela, muitas das referências de Lucille contribuíram para as suas pesquisas em fotografia. “Depois desse contato com Lucille Kanzawa, eu me redescobri na fotografia. Agora eu sei, que posso fazer uma grande ligação entre a fotografia e a língua e cultura japonesa. E poderei criar diversos projetos fotográficos maravilhosos e um dia realizarei meu sonho de infância de publicar um livro.”

A primeira edição do Projeto F5 conta com a vinda de cinco grandes fotógrafos de diversas partes do país para ministrarem workshops: Claudio Edinger, Paula Sampaio, Valdemir Cunha, João Ripper e Lucille Kanzawa. Os workshops acontecem entre março e junho de 2014 e abordam temas relacionados à fotografia contemporânea, promovendo a troca de experiências e contribuindo na orientação, atualização, formação profissional e artística dos participantes.







(texto: Clenon Ferreira / Fotos: Pablo Regino e Wagner Araújo)

Mosaicos visuais de João Ripper

O carioca João Ripper veio a Goiânia no dia 08 de maio e promoveu discussões com a temática “O belo na quebra dos estereótipos”


Cobertura fotográfica de conflitos sociais, defesa dos direitos humanos, documentação sobre trabalho escravo e formação de grupos de discussões sobre a seca no Nordeste. Considerado um dos precursores da fotografia documental, o fotógrafo João Ripper veio a Goiânia no dia 08 de maio, e promoveu a palestra “O belo na quebra dos estereótipos“, na Faculdade Cambury. O carioca ainda deu o workshop nos dias 10 e 11, sobre o seu trabalho autoral e suas ações com a fotografia e movimentos sociais.

Fundador e coordenador da organização não governamental “Imagens da Terra”, entidade de defesa dos direitos humanos, Ripper atua principalmente em fotografias de conflitos que acontecem no Brasil, a exemplo do trabalho infantil, nas favelas, índios, trabalho escravo e movimento dos sem-terra. Ele é idealizador da Agência Escola de Fotógrafos Populares Imagens do Povo, projeto do Observatório de Favelas.

O fotógrafo passeia por entre a fotografia documentarista e humanista que divulga, com imagens realísticas, as dificuldades, os anseios, a luta e também as boas iniciativas de populações tradicionais, desamparadas pelas autoridades políticas. O trabalho de Ripper, registrado através de sua câmera – sem estereótipos – como ele mesmo descreve, emociona.

Atualmente é professor do curso de Pós-Graduação em ‘Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais’, da Universidade Cândido Mendes (Rio de Janeiro). Desde 1995 coordena oficinas de treinamento para professores universitários e da rede de ensino médio e estudantes. O objetivo é formar monitores para desenvolver trabalhos junto à rede de escolas do ensino médio sobre trabalho infantil e trabalho escravo.

De acordo com Ripper, a fotografia serve tanto como denúncia quanto para contar as histórias dos fazeres e do imaginário popular. “É possível ver beleza e quebrar a história única de que são as vítimas as populações, como moradores das favelas, trabalhadores rurais, quilombolas, índios, pescadores. Através da fotografia, à medida que amadurece o olhar, aprendemos a ser um elo que aproxima os fotógrafos das pessoas que olham suas histórias.”

Há 13 anos o fotógrafo faz documentação social em comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul, principalmente entre os Guaranis-kaiowás. Também documenta trabalho escravo e infantil, com enfoque especial para fazendas na Amazônia, principalmente no sul do Pará, e projetos de recuperação de crianças, além de atividades de grupos de profissionais como carvoeiros, caranguejeiros e marisqueiras.

E o workshop deu muito que falar. De acordo com a fotógrafa Daniela Siqueira, é fantástico a forma com que o Projeto F5 reitera a necessidade de se discutir a fotografia de forma teórica e prática. “Fiquei sabendo do projeto através das redes sociais. E é impressionante a forma que é desenvolvido o workshop, dinâmico, ainda mais em Goiânia, que não há cursos e palestras sobre fotografia.”

É o mesmo que a goiana Clarice Alves diz. Para ela, a palestra é uma forma de se promover o contato com fotógrafos reconhecidos em todo o País. “A palestra com o João Ripper foi emocionante, nos mostrou fotos maravilhosas e nos contou lindas histórias, repletas de amor. Obrigada ao João e mais uma vez a WA Imagem.”

Já para a cineasta Cássia Queiroz, mesmo com o curto tempo de workshop, cria-se a possibilidade de diálogo e troca de experiências com fotógrafos de outras regiões, e com os próprios participantes. “Acredito que o Projeto F5 seja apenas a abertura de um projeto maior. É maravilhoso poder ter esse acesso ao debate e ao diálogo com tantos fotógrafos e artistas que estão envolvidos com a produção fotográfica”, conta.

Para a produtora audiovisual Claudia Melissa, que é professora no curso de Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), é necessário que tenham mais projetos que se firmam com a proposta de levar a linguagem visual para debate e para a prática, com determinados profissionais que trabalha com fotografia há tempos. “Goiânia precisa de mais projetos que passeiam por entre as artes visuais e a fotografia. Com certeza quero participar de outras edições do Projeto F5.”

Promovido pela WA Imagem com apoio da Lei Goyazes de Incentivo à Cultura, a primeira edição do Projeto F/5 conta com a vinda de cinco grandes fotógrafos de diversas partes do país para ministrarem workshops: Claudio Edinger, Evandro Teixeira, Valdemir Cunha, João Ripper e Lucille Kanzawa. Os workshops acontecem entre março e junho de 2014 e abordam temas relacionados à fotografia contemporânea, promovendo a troca de experiências e contribuindo na orientação, atualização, formação profissional e artística dos participantes.

(Texto: Clenon Ferreira)